Saturday, February 6, 2016

[há dias assim] inveja (da boa!)

Sim! Foi isso que senti quando vi uma foto no Facebook. Eu explico já!

Quando andávamos na escola preparatória, muito provavelmente, todos tivemos aquele ou aquela colega (ou colegas) que era conotado como companhia menos boa. Sei lá, que não devíamos andar muito com ele, diziam os pais e os professores. Infelizmente para mim, tinha um fraquinho por ele e cheguei a ser expulsa da sala por causa dele, mas adiante.
Esse rapaz tinha um grupo de amigos, tal como eu! Os amigos dele eram, supostamente e tal como ele, companhias menos boas, diziam também os pais e professores.
Hoje somos amigos no Facebook, publicamos no mural um do outro 1 vez por ano, quando um de nós faz anos, e comentamos muito ocasionalmente fotos dos nossos filhos. Ele emigrou, não sei à quanto tempo nem porquê, mas não interessa para a conversa. Ele veio a Portugal de férias. Ele e os amigos da preparatória fizeram um jantar. Eram imensos. Conheci as caras da maioria, dessa época em que frequentávamos o 7º, 8º e 9º ano. Ele, que vive fora do país, conseguiu vir a Portugal e juntar-se com os amigos todos de à tantos anos (e que quanto sigo no facebook continuam amigos, não se juntam só para jantares!). Tive inveja! Da boa, porque acho fantástico que a amizade continue por tantos anos.
Vivo em Portugal, tal como a maioria dos meus colegas dessa altura. Por perto (mesmo perto) mantenho 2 pessoas dessa época. Uns outros quantos com quem ainda mantenho contacto. Mas conseguir organizar um jantar com o grupo todo é uma coisa praticamente impossível (fizemos um jantar à uns 3 anos, e éramos no máximo 10). Portanto, por aqui, fazemos jantares a 3 e mesmo esses são cada vez mais raros.



Conversa que não interessa a ninguém, eu sei. Mas pelos vistos as más companhias sabem o que é amizade a sério. E as boas... bem as boas talvez nem tanto.


Aquele beijo,
*muah*
Ana

Monday, January 25, 2016

[há dias assim] se eu podia amar mais um que outro?

Poder até podia. Mas não consigo!

Estava a ler o post da Joana Gama d'a Mãe é que sabe aqui e lembrei-me daquilo que passei na gravidez, por achar que  não ia ser capaz de dar tudo aos meus dois filhos. Achava que esta dúvida se prendia mais como facto de o R. ser filho de outro pai e, principalmente, por não estar sempre connosco. Achava que por estar só semana sim, semana não com ele, que ele sentiria que dava mais ao irmão. Achava que eu iria trai-lo por estar mais tempo com o irmão. Achava que não ia amar tanto o irmão como o amava a ele. Dúvidas que soube hoje (obrigada Joana!) não ser a única a ter.

#nofilter #eutenhodoisamores

Cheguei até a falar um bocadinho sobre a minha insegurança aqui mas convicta (sempre) de que iria conseguir dar conta do recado. Li nos comentários do post da Joana que é normal e que muitas mães passaram pelo mesmo. Li também um comentário que dizia que não há amor como o primeiro. Não sei se esta senhora (ou senhor) é mãe (ou pai) de alguma criança e fala por experiência própria. Se assim for, admiro a sinceridade. Se não, olhe não sabe do que está a falar!

Eu não amo mais o meu primeiro filho. Nem amo menos. São amores diferentes mas igualmente grandes. E hoje sei que não é nada com que me tenha que preocupar. Ambos sabem, porque lhes digo diariamente (e demonstro) o quanto os amo, o quanto são importantes na minha vida e como seria impossível para mim não os ter.

Se é verdade que passo muito mais tempo com o V. por ser bebé e depender de mim para tudo, também é verdade que o R. já tem idade para fazer outros programas e ter outras conversas comigo, o que nos aproxima imenso.

O tal comentário dizia que o segundo era o segundo! E que não iríamos preocupar-nos tanto na gravidez, ou fazer tanta pesquisa, que não sentiríamos tanta ansiedade antes das consultas, que não teríamos tempo para o namorar porque tínhamos que nos ocupar do primeiro. Provavelmente tudo verdades, não sei! Mas nenhuma verdade é absoluta. No meu caso (e eu sei que é especial), a primeira gravidez foi muito mais simples e menos ansiosa. A segunda mais difícil e com muito mais ansiedade. O parto do primeiro foi "peaners" embora provocado e depois cesariana, sem uma única dorzinha. O segundo foram várias horas de contracções que também terminaram em cesariana. O primeiro foi comigo para o quarto. O segundo ficou nos cuidados especiais, embora tenha tido alta em menos dias que o primeiro.

Sou muito (muito!) mais cuidadosa e mariquinhas com o segundo. É raro deixa-lo com alguém, e quando deixo fico sempre de coração nas mãos (embora saiba que não é mal tratado!). O R. ficava imensas vezes com os avós. O V. nasceu prematuro e talvez seja por isso. Mas não tem problema nenhum e é saudável, portanto não se justifica.

Sabem aquele ditado que diz que o primeiro filho é de vidro, segundo de borracha e o terceiro de ferro? Parece-me que caminho em situação oposta. Isto tudo para dizer que as coisas são diferentes de mãe para mãe, mas que vamos amar os nossos filhos (ou pelo menos a maioria de nós!), mesmo que não seja logo logo, mesmo que achemos que amamos mais um do que outro, mesmo que os tratemos de formas diferentes. Mas amamos e sabe-mo-lo quando observamos pequenas coisas, que só nós é que vemos.



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Friday, January 15, 2016

[há dias assim] isto é bom demais

Num mundo ideal seria sempre assim! No meu caso, não foi! Não é! Mas seria, se a separação tivesse sido diferente!



Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, January 14, 2016

[este ano é que vai ser] vou ficar com um six pack

Ando tão empenhada nesta coisa do exercicio que passei a noite a fazer abdominais! É que isto de ter tosse (não é só tosse é mesmo muitaaaa tosse) tem o seu lado positivo. Equivale praí a 500 abdominais. Digo eu, que estou cheia de dor no abdómen.

Mezinhas caseiras para a tosse que não envolvam mel, limão, canela ou gengibre? Alguém?

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Saturday, January 9, 2016

[este ano é que vai ser] eu bem disse

Só para vos dizer que as mães terem sempre razão. Quando anunciei orgulhosamente à minha mãe que tinha começado a comedir-me (sim, porque não consigo deixar de comer!) no que comia e a fazer exercício ela respondeu "porque é que não esperaste para começar depois dos teus anos?". Claro, teria sido muito mais fácil até porque faço ano hoje (ou fiz ontem que já passa da meia noite!). Era só esperar para começar no domingo. Mas não! Não esperei. E agora estou o 2 dia de pseudo dieta e já me desgracei e não fiz os exercicios porque me doiam os abdominais e hoje tinha imenso que fazer.

Mas ontem (ou antes de ontem) fui forte e ainda consegui ouvir um "eh lá corajosa" do homem cá de casa. Jantei sopinha e uns muffins de espinafres, dois mais propriamente. Quando me apeteceu um doce comi um quadrado de chocholate preto. Fui para a cama cheia de fome e enchi-me de água mas resisti.

Para que conste ainda resta salame da passagem de ano e não o fui comer, portanto contínuo a fazer um esforço.

Prometo que domingo volto ao regime de menos comida, comida da boa que não faz tanto mal, e aos exercícios, que embora fraquinhos me deixaram os abdominais e os glúteos doridos.

E hoje, no dia dos meus anos, não podia estar mais feliz, porque inicia-se uma semana sim (ou melhor duas, que andamos em experiências para ver se resulta melhor 15 dias em cada lado - vamos testar!). Assim, almocei com os três homens cá de casa, e ao jantar juntei o outro homem da minha vida a estes três e a minha mãe. Amanhã ainda se festeja com a avó e os amigos. Não gosto de fazer anos, mas concordo que a vida é para ser celebrada, e por isso vamos lá festejar mais um ano!

Deixo-vos com fotos dos deliciosos muffins (que já não é a primeira vez que faço porque são deliciosos).

Receita adaptada daqui.
Aquele beijo,
*muah*
Ana

Thursday, January 7, 2016

[este ano é que vai ser] a modos que morri aos 32

Algures no mundo (na Austrália por exemplo) já tenho 32 anos. Digo isto porque o meu querido amigo George (que por acaso é australiano) já me deu os parabéns. Tenho 32 e morri! Não literalmente, óbvio, pois não poderia estar a escrever. Mas morri de cansaço e suor!

Serve o presente apenas para vos informar que contínuo a levar muito a sério esta história de ficar em forma, saudável e perder peso (e ficar boazona!). Passaram menos de 24 horas, eu sei! Mas já consegui atingir marcos marcantes (passando a redundância). Não comi pão à refeição e a metade que ele (o R grande) colocou próxima de mim em modo de "vamos lá ver se resistes" voltou para dentro do saco do pão. Não petisquei à noite como faço sempre e em vez disso bebi um cházinho (eu sei! eu? chá!). Não bebi à refeição, não ando a petiscar coisas que não devo (apesar de ter fome, enxarquei-me em água).  Mas, mais importante que tudo isso, fiz exercício. Mais precisamente 2 treinos de fitness que existem no youtube e que geralmente me cansavam só de olhar. Mas fiz o nível de beginners, treino de braços e treino de pernas. Coisa pouca é verdade, mas é melhor que estar alampada no sofá a escrever-vos.

Pronto, está contado! Não se riam. Estou a levar isto muito a sério! Quando sentir o corpo dorido, digo-vos se vou continuar ou não!

Aquele beijo,
*muah*
Ana

Wednesday, January 6, 2016

[este ano é que vai ser] primeira resolução de 2016

Faltam menos de 2 dias para fazer 32 anos.

2015 e os 31 foram um bom ano – basta dizer que foi o ano em que nasceu o meu mais novo, e quem me conhece sabe o quanto amo ser mãe e o quanto pensava em ter filhos.

Para 2016, além de cuidar dos meus, que está inerente à condição de mãe, filha, mulher, neta e amiga, quero cuidar mais de mim. Não é segredo para ninguém que a minha garganta é um farrapo, as minhas costas já passaram a garantia, o meu pescoço é um tijolo e o meu peso ultrapassou os limites do desejável.

Este ano será o ano em que vou ficar em forma. Não, isto não é uma promessa a vocês, aquelas 3 pessoas que me leem. Não é uma daquelas resoluções que fazemos todos os anos “este ano é que é, vou ficar boazona!”. Não! É uma carta a mim, para que sirva de motivação, para me lembrar que eu quero mesmo isto. E se tem que começar por algum lado, que seja com a promessa a mim mesma de que vou tentar.

Espero daqui a um ano, em vésperas de fazer 33, dizer-vos que estou feliz, saudável, e com menos uns quilogramas (Bem sei que devemos ter uma meta a atingir! Eu tenho! Só não a estou a partilhar já, aqui!)



Aquele beijo,
*muah*
Ana