Thursday, February 27, 2014

... tipo, e eu?

Hoje dei-me conta de que já vos falei do meu filho, da minha mãe, do meu pai, do meu irmão, do meu ex e dos meus (ex) amigos. Mas nunca me apresentei convenientemente.

Olá! Eu sou a Ana, a nível profissional e mais sério, e Carina para os amigos e familiares. Tenho 30 anos, mas se olharem para mim vão-me dar muito menos. Vivo num palacete com três quartos e duas casas de banho. Tem quatro varandas e bate-lhe o sol todo o dia. No mês passado descobri-lhe a primeira mancha de humidade e chorei. Foi aqui que investi todo o meu dinheiro e toda a minha força.

Tenho um filho, que vive semana sim, semana não comigo, mas isso vocês já sabem. Foi essa divisão de semanas e estado de espírito que deu origem a este blog. Tenho uma estrutura familiar muito pequena, mas bate aos pontos qualquer outra. Tenho a minha rainha e o meu irmão, de quem já vos falei. A minha avó, duplamente rainha. E o meu filho. Tenho um namorado. O melhor do mundo. Dizem-me que não devo falar bem dele, porque todas o vão querer, mas ele é mesmo o melhor. O R. grande trata-me com muito mimo, ajuda-me em tudo o que preciso. É o meu melhor amigo, o meu namorado, meu cúmplice e meu amante. Cantamos a mesma canção, e se isso não acontecesse, esta relação não existiria. Chama-me louca, mas eu tenho cá para mim que o louco é ele. Senão, porque razão ainda estaria aqui comigo? Tenho tios e tias, primos e primas, mas é nestes cinco seres que encontro tudo o que preciso. Tenho uma cunhada, namorada do meu irmão, que é provavelmente a miuda mais fofa que já conheci. Juntar-me ao R. grande fez com que ganhasse uma família numerosa. Eles são mesmo muitos, e eu adoro isso. Não entendo quem fala mal das sogras. A minha tem um coração maior que o Mundo. E tenho mais uma cunhada, que conheço à tanto tempo e no entanto, nunca a tinha conhecido. Depois temos a família que nós escolhemos - os amigos. Tenho duas irmãs com quem não partilho qualquer laço de sangue, amigas de sempre e para sempre. Com elas ganhei cunhados e um sobrinho. Afinal, tenho uma família gigante e nunca tinha pensado nisso.

Tenho formação superior. Dois cursos que ficaram a meio. Não penso acabá-los para grande desgosto da minha avó. Falta-me pouco em ambos, mas de que me vão servir se não penso vir a trabalhar na área? Acredito que devemos fazer o que gostamos. Fazer o que não gostamos mata-nos um bocadinho todos os dias, e eu não quero morrer nova. Trabalho num call center. Não tenho vergonha nenhuma. Prefiro isso a trabalhar em informática (os meus dois cursos). Para quem pensa que é fácil trabalhar num call center desengane-se. É stressante e dá-nos cabo da marmita. Tanto, que já não existem pessoas sãs naquele centro de atendimento. Conheci pessoas fantásticas. Fiz amigos para a vida. Também conheci pessoas que preferia nunca ter conhecido, mas agora que já está, olha, paciência! Não estou a trabalhar neste momento. Tenho um problema. Perco a voz constantemente. Mas a sério mesmo, durante semanas ou meses. Tenho saudades das pessoas (algumas, o "gang" essencialmente) mas tenho sempre medo de voltar. Ficar sem voz é complicado!  

[to be continued...]


Eu, algures durante o ano passado, num dos muitos passeios só para não estar em casa.

Bolas, podia ficar aqui horas a falar de mim. Parece narcisista, mas sempre me preocupei mais com os outros. Costumo ouvir mais do que falar. Raramente desabafo com alguém, seja o que for. Hoje apeteceu-me apresentar-me. Se gostaste, então continua a ler-me! Há um botão qualquer no blog que serve para me seguires. Se não gostaste, desculpa. Não costumo escrever tanto, mas se chegaste até aqui, garanto-te que aguentas os outros posts. 

Como tenho mesmo muito para contar sobre mim, vou continuar esta série. Ficam com a primeira parte hoje... amanhã quem sabe conto-vos o resto! Este post devia ter iniciado o blog, e se calhar vem tarde demais. Mas nunca é tarde para conhecer-mos alguém novo, pois não?


Aquele beijo,
*muah*
Ana