Friday, January 20, 2017

[há dias assim] expectativas

O meu facebook pessoal partilhou comigo uma memória de 2011. Era isto:
"Ter expectativas é natural. O que não é saudável é ter sempre expectativas elevadas porque mais elevada for a expectativa, maior é a desilusão. E, para mim, desiludir-me é das piores coisas que me podem fazer. Embora quem, na realidade, provoca a desilusão sou eu própria por as pessoas não corresponderem às expectativas que crio delas…"

Não sei de onde retirei o texto na altura. De um blog qualquer que seguia na altura e que neste momento já não sigo - actualmente são raros os blogs que leio e são na maioria sobre parentalidade, decoração ou cozinha. Peço desculpa a quem escreveu, e caso me leia (ahaha a sério!?!?) se identifique.

A verdade é que aprendi a controlar esta coisa das expectativas, mas continuam num padrão ligeiramente mais elevado que o da maioria das pessoas. Não gosto de me contentar com pouco, portanto imagino logo tudo em grande. E isto acontece nas coisas pequenas, por exemplo, planear um fim de tarde. Imagino 30 mil coisas para fazer e no fim de contas fazemos uma a custo, porque eles querem é casa. E, se eu imagino um fim de semana em casa, de pijama a ver filmes e fazer bolos com eles, alguém chega e nos convida para algo e me troca as voltas. E lá vou eu, com a desilusão presa na garganta, porque não era isso que eu tinha planeado. Pela altura que partilhei isto, a desilusão não ficava presa em lado nenhum. Saía ou em forma de mau feitio, ou em forma de lágrimas. Era visível e confesso que um bocadinho triste. Já era adulta, controlar as emoções já devia estar aprendido por essa altura.

Ter passado por este processo de semana sim, semana não ajudou-me. Sempre vos disse que chorava todas as sextas feiras. Depois deixei de chorar e ficar só triste. Actualmente, o estado de espírito  é mais calmo. Tento aproveitar um bocadinho a paz. Já não choro. Aceito. Contínua a custar, e muito. Nunca me habituarei. Mas acho que sou uma pessoa mais calma, mais consciente e mais prática a resolver os meus sentimentos.